O que um golpe de Estado me ensinou sobre backups
Publicado a 2 de dezembro de 2025 · 4 min de leitura
Em 30 segundos
Estava em Bissau em trabalho quando, inesperadamente, aconteceu um golpe de Estado. Enquanto isso, recebi duas chamadas de empresas vítimas de ataques informáticos. Uma tinha os backups dentro do próprio servidor atacado. A outra não tinha backups — e escapou por usar faturação na cloud: por acaso, não por preparação. Há eventos que não controlamos. A preparação não é um deles.
Um dia surreal
Há dias que não se planeiam. Estava em Bissau em trabalho quando, inesperadamente, aconteceu um golpe de Estado. Surreal? Sem dúvida. Mas ensina uma coisa simples: há eventos totalmente fora do nosso alcance.
E enquanto isto acontecia à minha volta, recebi duas chamadas — ambas de empresas que acompanham os meus conteúdos. As duas tinham sido vítimas de ataques informáticos nesse período. A pergunta que fiz a ambas foi a mesma: "têm backups?"
Duas empresas, duas respostas, uma lição
A primeira, um pequeno supermercado com ERP, respondeu que sim… mas os backups estavam dentro do próprio servidor. Antes de abrir o caso, já se adivinhava o desfecho: um ataque que compromete o servidor compromete as cópias que vivem lá dentro. Backup no mesmo sítio que o original não é backup — é uma segunda cópia do problema.
A segunda empresa respondeu que não tinha backups. E teve sorte: usava um sistema de faturação na cloud, e os dados essenciais sobreviveram fora dos sistemas atacados. Escapou — por acaso, não por preparação. E "por acaso" não é uma estratégia que se repita.
O que controlamos — e o que decidimos não controlar
O contraste daquele dia ficou-me na cabeça. Não controlo golpes de Estado. Não controlo mudanças políticas, instabilidade externa, tempestades, falhas de fornecedores. Ninguém controla.
Mas há uma lista inteira de coisas que estão ao nosso alcance e que muitas empresas tratam como se fossem imprevisíveis: onde vivem os backups (fora dos sistemas que protegem), se alguém os testa, quem sabe repô-los, o que acontece nas primeiras horas de um incidente. A diferença entre as duas chamadas que recebi não foi sorte tecnológica — foi que nenhuma das duas tinha decidido estar preparada, e uma pagou por isso.
A pergunta com que vale a pena ficar é a que separa as empresas resilientes das restantes: da lista de coisas que podem parar o seu negócio, quantas estão fora do seu controlo… e quantas estão apenas fora da sua agenda?
Os vossos backups vivem fora dos sistemas que protegem?
Numa conversa inicial, explicamos como funciona uma estratégia de backups a sério — separados, testados e prontos a repor — e o que envolve montá-la.
A primeira conversa é gratuita e sem compromisso.
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